A proposta incide sobre um terreno, localizado numa zona classificada como Aglomerado Urbano. Caracterizado por ser uma área em formação, onde predominam edificações unifamiliares isoladas e a ausência de alinhamentos consolidados, o projeto assume o papel estratégico de iniciador da estrutura urbana futura. A solução volumétrica foi desenhada para permitir o enlace com o terreno limite a nascente, viabilizando a futura ligação viária à Rua Joaquim Rasguinho e disponibilizando a área necessária para que o município execute um arruamento futuro. Esta nova frente urbana define um perfil de rua com 12 metros de largura entre fachadas, integrando passeios de 2,25 m. Do ponto de vista programático, propõe-se a construção de um edifício com volumetria variável de quatro e cinco pisos, mantendo-se abaixo do limite máximo permitido de seis pisos acima da cota mais desfavorável. O projeto cumpre rigorosamente os parâmetros urbanísticos estabelecidos A funcionalidade do lote é assegurada pela resolução do estacionamento obrigatório em cave. O acesso principal e a ligação às redes de infraestruturas serão efetuados a partir da rua perpendicular à Rua Frei Joaquim de Loulé. Finalmente, a área de logradouro não impermeabilizada será devidamente arborizada e destinada ao uso coletivo dos residentes, promovendo a qualidade ambiental do conjunto e reforçando o caráter de transição entre o tecido existente e a nova urbanidade proposta.
Edificio de habitação colectiva.
Localização Loulé
Ano 2009
Tipologia Residencial